Direito do consumidor

0
86

CAPITULO I – O “FAZ DE CONTAS” NAS INFORMAÇÕES DO BANCO CENTRAL DO BRASIL.

            Minha atividade jurídica sempre foi voltada para à correção dos desmandos “enfiados” garganta abaixo dos indefesos e necessitados consumidores deste Brasil varonil.

            Em analise às informações contidas na CALCULADORA DO CIDADÃO, disponibilizada pelo BANCO CENTRAL DO BRASIL, não consegui me calar, sem fazer uma severa crítica às informações ali contidas, por representarem a expressão da “inverdade”

            Analisemos um caso teórico, utilizando a calculadora retro mencionada, o consumidor procura uma entidade financeira e toma um empréstimo no valor de R$ 40.000,00, pelo prazo de 60 meses, á uma taxa de juros mensal de 2,5%.

            De forma rápida (que deveria também ser segura) o resultado que aparece é o seguinte:

            60 Prestações no valor de R$ 1.294,14, e pasmem, distorcendo a formula matemática para calculo dos juros compostos, (pois o valor da prestação foi calculado pela TABELA PRICE) há a informação e que os juros totais pagos pelo empréstimo, correspondem à R$ 37.648,21.

            A definição de juros de forma didática, é a diferença entre o capital emprestado e o retorno final de quem emprestou a outrem.

            Pois bem, ousamos afirmar que a informação retro mencionada, total de juros correspondentes à R$ 37.648,21, é maldosamente inverídica.

            Na matemática as operações são comutativas, isto é, permitem fazer a prova de qualquer resultado, apenas isolando, dentro da formula respectiva, o termo que se precisa calcular.

            A prova de que as informações oferecidas na CALCULADORA DO CIDADAO, disponibilizada pelo BANCO CENTRAL DO BRASIL, no tocante ao caso em analise acima expressado, é que ao tomarmos o valor da prestação de R$ 1.294,14, e aplicar mensalmente sobre esta, a mesma taxa de juros mensal, pelo mesmo prazo, o resultado é totalmente diferente, alias muito diferente e extremamente oneroso ao tomador do empréstimo.

            Trocando em miúdos, e refazendo a operação no sentido inverso, temos que os juros totais cobrados, ao contrario do que afirma o BANCO CENTRAL DO BRASIL, não é R$ 37.648,21 e sim R$ 135.991,59, ou seja simploriamente R$ 98.343,38 a mais.

            Vejam o impacto negativo real em qualquer empréstimo com as mesmas variáveis (tempo, taxa e valor emprestado) como afirmado no paragrafo anterior. ANALISEM e salvem-se quem puder.

Autor:

 Elton Tomaz de Magalhaes

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui